Quando comecei a pensar em planejar uma viagem por conta eu fiquei com medo de errar, de faltar dinheiro, de tudo ir por água abaixo e eu não teria quem culpar, não teria com quem gritar a não ser comigo mesma.

Mais uma vez contei com ajuda da minha esposa e ajudou a escrever esse artigo.

Esse medo é normal quando estamos prestes a planejar uma viagem por conta, seja um simples final de semana com os nossos queridos ou um 30 dias, mas o que faz dar certo é um bom planejamento e muita flexibilidade. Veja a primeira parte dessa série de posts aqui, depois seguimos para a parte mais gostosa e que começa a dar forma ao planejamento propriamente dito: pesquisar + organizar + cotar = SONHAR!

Como planejar uma viagem por conta

Vamos aos passos práticos:

Você já sabe para onde quer ir e com quem, já sabe o que seus acompanhantes querem fazer então abra um documento no Word, Excel ou até um caderninho de anotações para registrar todos os itens que devem ser pesquisados e cotados. É muito importante anotar e SONHAR mesmo com a viagem ideal, coloque todos os passeios, jantares caros, tudo no papel na próxima etapa eu te ensino como alcançar esse sonho.

Sonhar é definir vontades e prioridades nesta etapa você SONHA e ANOTA, let’s go!

  1. 1.      Pesquisar tudo sobre o pais/cidade de destino

No Google pesquise os termos: “o que fazer em xxxx”, “pontos turísticos de xxxx”, “onde comprar em xxxx”, “onde se hospedar em xxxx”.

Para filtrar o que é propaganda ou post falso – principalmente em grandes blogs de viagem tem vários posts e ‘indicações’ patrocinados por redes de hotéis e atrações – dê preferência para blogs autorais, sites de reviews como o TripAdvisor ou posts em comunidades de viajantes no Facebook.

  1. 2.      Anote e separe cada resultado da busca em tópicos
  • Onde ficar;
  • O que fazer;
  • Onde comer;
  • Onde comprar;
  • Costumes locais;
  • Leis, vacinas e obrigações: é bom prestar atenção nessa parte para conhecer a legislação de entrada e saída de mercadorias, comida ou remédios – até bombinha de ar é considerada remédio, ok?

Plus: para saber mais detalhes sobre hotéis e restaurantes acesse o Foursquare e o Kekanto, as dicas da comunidade local e visitantes são um ótimo termômetro.

  1. 3.      Comece o roteiro

Solte a imaginação, pense em seus horários de dormir e acordar e nos seus acompanhantes, pense onde quer ir no primeiro dia, segundo, terceiro… Só comece a traçar o roteiro depois de uma pesquisa extensa sobre a cidade e seus atrativos, assim você saberá o panorama geral :)

Quanto mais curta for a duração da viagem, mais você deve trabalhar no roteiro, definir quais são as prioridades de visita e passeio. O roteiro deve (mesmo) ser anotado e colocado na bolsinha de mão, a gente esquece tudo muito fácil quando estamos encantados com uma cidade ou com as luzes da Times Square (eu e o Capitão América que o diga!)

O roteiro é a parte mais flexível – e a melhor parte – de planejar uma viagem por conta. Deixo o meu aberto e vou mudando até o dia do embarque porque sou dessas que imprime o roteiro antes de sair pro aeroporto.

– um dia desses escrevo como montar um roteiro de viagem econômico e inesquecível.

2. Comece as cotações

2.1 Hospedagem

Para essa etapa eu tenho uma técnica ótima! Abro o Maps e digito o nome da cidade, com base nas minhas pesquisas de pontos e atrações determino um quadrante de bairros legais de me hospedar. Vou no TripAdvisor, Decolar e etc. busco hotéis somente nas regiões que são atraentes para mim, porque eu caio na dúvida fácil, então não dou espaço para o meu cérebro ter dúvida entre um hotel baratinho e mais longe ou um mais carinho e pertinho.

Completando a lista de sites, com a dica do Rodrigo: Booking e o Airbnb.

É ideal ter 3 ou 4 opções de cotação e bairros para cada cidade a ser visitada – caso você chegue no hotel e não goste, pode pedir o cancelamento* e se transferir para o outro da lista.

*Preste sempre atenção ao método do fechamento da hospedagem, contratação sem direto de cancelamento deixa a diária mais barata, mas pode te deixar em maus lençóis.

2.2 Passagens

Vamos considerar que você está planejando uma viagem de férias com data para começar e terminar, então a recomendação é fechar as passagens pelo menos 6 meses antes. Se você for contar com a sorte e esperar promoções relâmpago corre o risco de não ter sua data e acabar pagando mais caro – quanto mais perto o dia do embarque mais caro fica.

Cote com várias as companhias áreas de uma só vez usando o Submarino Viagens, Decolar ou Voopter, vale sempre dar uma passadinha no site das empresas aéreas também.

2.3 Tickets de atrações turísticas, ingressos de parques e shows.

Se você tem data de ida e volta, você tem dias certos para estar em tal cidade e ver tal coisa – isso é parte do seu roteiro – e alguns parques ou atrações tem filas e os ingressos esgotam (aqui você já vai ter pesquisado se a época da sua viagem será alta temporada na cidade o que colabora com as lotações).

Verifique o valor para a compra antecipada com retirada no local mediante apresentação do passaporte, por que olha imprimir em casa ou no hotel da muita margem para esquecimentos. Faça as contas e, eu acho muito mais seguro comprar seus ingressos antes.

2.4 Alimentação e delis:

Se for fazer uma viagem de compras leia o tópico abaixo. Eu tenho minha técnica de controle de gastos em viagens, faço um levantamento na internet sobre os valores da cidade em geral: quanto custa comer na cidade X e dou uma pesquisada nos valores dos restaurantes que eu quero ir.

Divido o valor das refeições por dia, sempre colocando uma refeição mais cara – um jantar mais requintado, por exemplo – multiplico pelos dias.

Valores máximos por casal/dia:

Café da manhã R$ 30,00 / Almoço R$ 60,00 / Jantar R$ 150,00

Total: R$ 240,00 x 15 dias = R$ 3.600,00 Em dinheiro ou débito em moeda estrangeira, esse é o valor que você precisa ‘planejar e reservar’ antes da viagem para alimentação.

Parece exagero? E é! Afinal, a gente tá sonhando, ok? Calma que no próximo post teremos a planilha de planejamento de viagens para ajudar a dar um rumo pros gastos!

Dicas: Minha lógica é que se você não gastar todo o valor de uma refeição, por exemplo, pode se dar um souvenir de presente ou só guardar para compras. Este valor deve estar em dinheiro papel ou num cartão de débito exclusivo para este fim, assim não rola da grana da comida acabar na primeira loja que você passar. Ou seja, sempre levo a mais no cartão do dinheirinho da alimentação.

Ah e este valor deve ser controlado, você deve gastar ele contabilizando e consciente do que sobra ou não, assim você poderá curtir numa boa com luxos e ainda usar um tantinho para um passeio inesperado ou um presente.

2.5 Compras e gastos extras:

Aqui o céu é o limite do cartão de crédito, meu bem! Mas, sempre, sempre, sempre, coloque uns 30% a mais de sobra na verba porque esse dinheiro em viagens para compras voa! Divida o valor por itens que você deseja, por exemplo:

10% coisas para casa, 40% eletrônicos, 50% roupas e itens pessoais.

+30% de reserva, pode ser no crédito ou débito.

Se sua viagem for exclusiva para compras conte as refeições do tópico acima considerando que se você for a Outlets, por exemplo, o seu almoço será mais barato que os R$ 60 reservados, você usará cerca de R$ 30 nas praças de alimentação e fará refeições rápidas.

Os 30% são sua sobra de emergência: estourou o limite de um cartão, precisou pagar uma diária a mais do carro, comprar um remédio e etc.,

Dica: Considere os valores de câmbio para saber se vale comprar todas as moedas estrangeiras de uma só vez ou aos poucos aproveitando as variações – se for para menos, claro.

Essa fase pode durar 1 mês, 1 semana, 1 dia, mas ela é importantíssima: não pule essas definições. Se você não sonhar cada parte da sua viagem você não vai saber o que pode ou não fazer, onde gastar mais e onde gastar menos.

Aqui é onde você decide se vai à todos os shows da Broadway ou se vai se hospedar em um hotel mais caro, é onde você define suas prioridades.

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